sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Mil disfarces...
Entre enlaces
E mil disfarces,
Desejo-te...
Renegando,
Chamo-te
Discretamente...
Devotadamente
Num olhar sutil
Sem nem saber,
Por que te chamo!
Nos teus disfarces,
Mostras as fases
De um amor febril.
Então te chamo
Fervorosamente...
Envolto nas faces
De meus disfarces,
Imito todas as faces
Dos teus disfarces
Inconscientemente.
Palavras ao vento,
Gestos contraditórios
Revelam-se segredos.
Ai como eu te amo!
Amo inegavelmente...
Pode ser em pensamento
Com meus olhos ledos
Teus sorrisos,
Ou só por fascínio...
Perco o domínio.
Sobre os disfarces
De nossas faces,
Voraz enlace
Devora-nos
Incessantemente
Em vaidades.
Se nos perdemos,
Ou esquecemos
De nos lembrar
Que nos amamos
É assustador.
Nas suavidades
Dos teus lábios,
Cálidos vestígios
Que vertem sabores.
Inexplicavelmente...
aí, aí, disfarces,
Faces do enlace
Louco furor,
Plácido sentir,
E este nos é
Tão divergente!
Consumimo-nos,
Fogo abrasador,
De repente, nos esvaímos
Como quem se fica
À margem de si mesmo,
Num disfarce de fases.
Confesso-te que eu amo
Simplesmente
Em todas as faces
Dos teus disfarces...
Mesmo que se embacem
Os olhos com o impasse,
Que se desenlacem
As faces do teu disfarce...
Nos disfarces
Da minha face,
O súbito enlace
Das nossas faces
De um beijo
Forja-se o amor
Tão de repente...
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